25 de fev de 2011

Batistas em Pompéia



A gênese do movimento Batista remonta ao período da Reforma Protestante. Em 1609 os batistas surgiram em torno da defesa de princípios bíblicos, especialmente no que tange a liberdade religiosa, a autoridade das Escrituras e a suficiência de Cristo. Thomas Helwys foi um dos pioneiros que postulou a liberdade religiosa para todos, inclusive para os opressores e os católicos, quando escreveu o livro: Breve declaração do mistério da iniqüidade. A Igreja de Helwys foi a primeira igreja batista da qual há continuidade até os dias presentes.[i] Esta igreja foi fundada em solo inglês no ano de 1612, ocasião da publicação do livro supracitado.

No Brasil comemoramos 140 anos. O pioneirismo em nossa Pátria se deu na cidade de Santa Barbara D´Oeste. Em Pompéia há 52 anos. Aqui chegamos como fruto da ação missionária da Primeira Igreja Batista de Marília, então pastoreada pelo Pr. Salovi Bernardo. O dia 24 de fevereiro de 1959 é um dia caro para nós Batistas Pompeenses. É o dia que nós fomos reconhecidos como igreja autônoma e capaz de dar continuidade ao chamado de Jesus: “…ir e fazer discípulos.” Desde então, temos perseverado nesta missão,  os problemas que encontramos durante nossa história, não foram capazes de impedir o nosso avanço, afinal, estamos seguros na sentença de nosso Senhor: “eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16.18b

É justamente nesta tônica que precisamos avançar. Avançar como Batistas Pompeenses que causam impacto em Pompéia. Pompéia está clamando. Dia a dia somos aterrorizados com notícias cruéis e de grande sofrimento. Enquanto escrevo esta pastoral recebi a notícia que mais uma criança foi violentada em nossa cidade. Que tragédia! A igreja está aqui não para ser um grupo domingueiro, mas para ser sal e luz neste município que clama. As drogas tem avançado de maneira avassaladora. A imoralidade sexual não recua. O poder público carece de nossas orações e a ação que somente nós, que nascemos de novo, podemos fazer: anunciar o evangelho de Cristo que transforma vida e a realidade. Pompéia precisa viver essa transformação que só o Evangelho produz.

Precisamos pensar no futuro da igreja e este futuro não pode estar divorciado da nossa realidade diária. Nós queremos mudar a realidade da nossa cidade a partir das famílias. Esta é a ação que a nossa visão de futuro nos convoca: “Uma igreja família de famílias transformadas em Cristo que Impactam o mundo.” Se as drogas tem avançado, se a prostituição tem crescido e a violência doméstica não cessa, é sinal de que temos a visão certa, e o que precisamos agora é expandir em ações que coadunem com a igreja que estamos edificando no dia a dia.

Precisamos pensar no futuro da igreja e este futuro não pode estar divorciado do papel e o lugar dos homens. Louvo a Deus pelo trabalho dedicado que as irmãs tem feito em nossa igreja. São colunas preciosas. Entretanto, ainda sentimos a vacância masculina em muitos setores da igreja. Homem você é o valente de Deus para a sua família, igreja e cidade. A nós homens foi dado a responsabilidade de liderar, de conduzir e proteger o rebanho de Deus. Homens levantem. Homens vamos em frente. Homens façamos a diferença. Homens unamos as nossas forças e talentos que Deus nos concedeu para a edificação do corpo de Cristo e a transformação da nossa cidade. Nossa liderança não pode ser deixada de lado.

Precisamos pensar no futuro da igreja e este futuro não pode ser divorciado de uma liderança coesa, serva e leal. Buscamos a excelência. Ainda estamos engatinhando, mas queremos andar, para então correr. O futuro triunfante da nossa igreja requer líderes servos, capazes e tementes a Deus. Líderes que caminhem ao lado do pastor e um pastor que jamais negocie os ditames da Palavra de Deus. Precisamos ser líderes que influenciem os demais para servirem com alegria, amor e verdade, marcando a geração e deixando um legado para a posteridade.

Assim prossigamos. Com os olhos na história dos batistas, com o coração em Deus e ansioso pela transformação que o Senhor nosso Deus quer causar em nós e através de nós. Prossigamos no estudo da Palavra e na evangelização dos povos. Prossigamos porque Deus nos usará, como nunca outrora, para impactar a nossa cidade com o Evangelho de Jesus Cristo e veremos centenas de famílias sendo transformadas, veremos vidas sendo restauradas e libertas das mais profundas amarras do coração e o império das trevas. Vamos em frente, Batistas Pompeenses, o nosso passado é glorioso e emerge das Escrituras, agora, no presente, tomemos a decisão certa, a decisão do compromisso e serviço para termos o nosso futuro transformado pela glória de Deus.


[i] Declaração extraída do artigo: “Os Menonistas e os Batistas” de autoria do Dr. Zaqueu Moreira de Oliveira, pastor e historiador batista .